21/10/2026

Índices de empresas dos setores financeiro e bancário lideram valorização da renda variável da B3 no terceiro trimestre

Índice Financeiro B3 e Índice B3 Bancos tiveram alta de dois dígitos entre julho e setembro deste ano; índices de carbono eficiente e ligados ao agronegócio completam as primeiras colocações


 

São Paulo, 21 de outubro de 2026 – Os índices de renda variável da B3, a bolsa do Brasil, ligados a empresas do setor financeiro lideraram a valorização do mercado no terceiro trimestre de 2026. 

O Índice Financeiro (IFNC B3) registrou alta de 12,19% entre julho e setembro, seguido pelo Índice B3 Bancos, que avançou 10,85%. Na terceira posição ficou o Índice Carbono Eficiente (ICO2 B3), com valorização de 10,72%. Na sequência, aparecem o Índice Futuro de Boi Gordo B3 (IFBOI B3), com alta de 10,01%, e o Índice Agronegócio B3 (IAGRO B3), que avançou 9,46%.

“Os índices permitem acompanhar o desempenho de diferentes segmentos da economia e teses de investimento no mercado acionário, oferecendo referências para analisar movimentos específicos da bolsa. No terceiro trimestre, a liderança dos indicadores ligados a empresas dos setores financeiro e bancário, ao lado do desempenho de índices relacionados à sustentabilidade e ao agronegócio, evidencia a diversidade de exposições que o mercado de renda variável oferece”, afirma Hênio Scheidt, gerente de produtos da B3.

Em sexto lugar, o Índice Bovespa B3 Estatais (Ibov B3 Estatais) registrou valorização de 9,09%, seguido pelo Índice Brasil 50 (IBrX 50 B3), com 8,84% na sétima colocação. Completam o top 10 o Índice MidLarge Cap (MLCX B3), com alta de 8,78%; o Índice de Ações com Tag Along Diferenciado (ITAG B3), com 8,67%; e o Índice Bovespa Smart High Beta B3 (Ibov Smart High Beta B3), com valorização de 8,64%.

Embora não integre o Top 10, o Ibovespa B3, principal referência do mercado de ações brasileiro, também registrou resultado positivo no trimestre, com alta de 8,32%.

Referência para ETFs

Os índices da B3 servem como referência para ETFs (Exchange Traded Funds), fundos negociados em bolsa que buscam replicar o desempenho de uma carteira específica de ativos. Na prática, ao aplicar em um ETF, o investidor adquire uma cesta diversificada de ativos em uma única aplicação, sem precisar comprar individualmente cada ação ou título que compõe o índice.

O Ibovespa e o IBrX 50, por exemplo, possuem ETFs que reproduzem suas carteiras e estão entre os produtos mais utilizados por investidores que buscam exposição ampla ao mercado acionário brasileiro. Também existem ETFs atrelados a índices setoriais e de renda fixa, ampliando as possibilidades de diversificação com custos geralmente inferiores aos de fundos de gestão ativa.

À medida que novos índices ganham relevância e despertam interesse dos investidores, eles podem servir de base para o lançamento de novos produtos, ampliando para todos os investidores, inclusive as pessoas físicas, o acesso a estratégias antes restritas a investidores institucionais.

Confira abaixo o ranking dos dez índices de renda variável da B3 que mais valorizaram no terceiro trimestre de 2026, com a indicação daqueles que possuem ETFs:

Posição

Índice

O que mede?

Valorização no 3º trimestre

ETF correspondente

1º

IFNC

Desempenho das ações dos setores de intermediários financeiros, serviços financeiros diversos, previdência e seguros.

12,19%

FIND11

2º

BNCO

Desempenho do segmento denominado banco.

10,85%

BNKS11

3º

ICO2 B3

Avalia o compromisso das empresas com a redução de emissões de gases de efeito estufa e a transição para uma economia de baixo carbono.

10,72%

ECOO11

4º

IFBOI

Retorno de uma carteira teórica de contratos futuros de Boi Gordo, considerando a variação dos preços e a rolagem dos contratos.

10,01%

BBOI11

5º

IAGRO B3

Desempenho médio das ações de companhias listadas na B3 classificadas como Agronegócio.

9,46%

AGRI11

6º

IBEE

Desempenho médio dos ativos de maior negociabilidade, representatividade e que possuem natureza de controle acionário estatal.

9,09%

SPUB11

7º

IBrX 50

Desempenho médio das cotações dos 50 ativos de maior negociabilidade e representatividade do mercado de ações brasileiro.

8,84%

PIBB11

8º

MLCX

Desempenho médio das cotações dos ativos de uma carteira composta pelas empresas de maior capitalização

8,78%

-

9º

ITAG

Desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas que ofereçam melhores condições aos acionistas minoritários, no caso de alienação do controle.

8,67%

-

10º

IBHB

Desempenho de ações com maior sensibilidade às variações do mercado, considerando o beta individual de cada ativo.

8,64%

HIGH11

Fonte: B3

Para saber mais sobre a valorização de todos os índices da bolsa do Brasil, acesse o site da B3.